Teletrabalho: possibilidade de combinar vida privada e trabalho de forma equilibrada?

teletrabalho

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TELETRABALHO
Teletrabalho significa, literalmente, trabalho a distância, através de equipamentos telemáticos, que pode ser realizado a partir de casa ou em centros que disponibilizem
material, utilizando as novas tecnologias da informação como a Internet, o e-mail ou a
videoconferência. Trata-se de trabalho realizado quando se utiliza equipamentos que
permitem que o trabalho efetivo tenha efeito num lugar diferente do que é ocupado pela
pessoa que executa.

O conceito foi popularizado por um estudo de Jack Milles, ex-cientista da NASA, em
1973/1974. Ele definiu o termo como “mover parte ou a totalidade do trabalho para fora do
escritório, para casa ou em centro de teletrabalho. Nos anos 60 reaparece em força, na
sociedade européia, algo que estava quase extinto desde os finais do século XIX: o trabalho em casa. Inicialmente a inserção se deu na produção de vestuário, têxteis e calçados e depois se estende, na década de 70, a setores como a embalagem e montagem de artigos elétricos e eletrônicos, a alimentação industrial, as bebidas, os detergentes, os plásticos, os cosméticos, etc.

Da convergência das noções de “trabalho à distância” e “trabalho em casa” surge o
primeiro conceito de “teletrabalho”, nos anos 70. Neste período, a preocupação premente era  com relação ao deslocamento de casa para o trabalho, a fim de reduzir os gastos com
combustível por conta da crise do petróleo.

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Outra vertente para a disseminação dessa prática laborativa no lar foi apresentado como possibilidade de ampliar a convivência familiar e a permanência da mulher em casa
como solução para a desestruturação familiar. Portanto, houve uma associação do
teletrabalhador com a mulher que combinaria atividades profissionais com tarefas domésticas.

Segundo alguns teóricos estamos inseridos na “nova revolução industrial”. Ao contrário da anterior, não se trata agora de produzir mais e melhor determinados bens físicos.

Trata-se, agora, de melhor produzir, distribuir e utilizar a informação e o conhecimento.
Baseada nas chamadas TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação), essa “revolução” cria uma sociedade radicalmente diferente das anteriores, a que muitos chamam “sociedade da informação”. As conseqüências dessa sociedade tornam-se visíveis em todos os domínios da vida social. Um desses domínios é o do trabalho. Fala-se cada vez mais, de uma nova forma,  supostamente mais flexível, mais produtiva e mais cômoda de organizar o trabalho.

Na contemporaneidade o conceito ganhou nova roupagem, passando a caracterizar
todo o trabalho que é efetuado fora do escritório e que é apoiado por tecnologias de
comunicação, especificamente aquela ligação à Internet fixa ou móvel, sendo passível de ser aplicado a um trabalho que lide com informação.

Este tipo de trabalho permite que a função profissional seja exercida a partir da
residência do trabalhador, que em alguma medida, pode reduzir custos para a empresa,
aumentar a produtividade, obter maior satisfação pessoal e economizar espaço no interior da empresa. O teletrabalho perpassa por duas dimensões: a) como forma organizacional capaz de tornar as empresas mais flexíveis e competitivas; b) como estímulo ao auto
empreendedorismo e o trabalho por conta própria, a partir da casa e com a utilização de
computador (Huws apud Cattani& Holzmann, 2006).

Há uma resistência para a efetivação deste modelo de trabalho de atividade laboral.
Existe uma cultura da presença física no local de trabalho e a também a lógica do
cumprimento do horário de trabalho. O taylorismo em boa medida ainda exerce grande poder nas relações de trabalho, então, o controle do tempo de trabalho é uma medida de ajuste e regulação do trabalhador.

A bibliografia sobre teletrabalho, geralmente, apresenta as vantagens e desvantagens
dessa modalidade de trabalho. Quanto às vantagens podem ser listadas: integração de pessoas com mobilidade reduzida, como é o caso dos portadores de deficiências; diminuição da poluição por causa da redução dos deslocamentos; aumento da autonomia no trabalho; possibilidade de inovação das atividades por tratar-se de ações ligadas ao conhecimento, à cognição e às TIC´s; possibilidade de combinar vida privada e trabalho de forma equilibrada, devido à flexibilidade de tempo e local de trabalho; pouca necessidade de acesso a informações ou material por meio não-informatizado e pouca necessidade de espaço para arquivamento de material.

Por outro lado, os críticos do teletrabalho apontam desvantagens: troca das relações
humanas por relações à distância, mediatizadas pelas TIC´s; dificuldade de avaliação do
trabalho e das perspectivas da promoção na carreira; dificuldade de gerir os limites entre
espaço público e privado; reedição do trabalho domiciliar da indústria clássica (tarefas simples realizadas por mulheres mal-remuneradas); dificuldade em separar a vida profissional da vida pessoal; possibilidade de relações de trabalho mais flexíveis serem precarizadas (Rosenfield, Cínara L & Alves, Daniela A. apud Cattani&Holzmann, 2006).

(Trechos interessantes do II Módulo do curso EAD UnB, sobre educação de jovens e adultos à distância. O texto acima é do professor Erlando da Silva Rêses).

No Brasil temos a SOBRATT, Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades que tem a finalidade de estudar, promover e desenvolver o teletrabalho e as teleatividades, registrada sob Lei 12.551/11.

Você que procura oportunidades de trabalho a partir de casa pode consultar o site da SOBRATT e se inscrever às vagas de Teletrabalho e Teleatividades de graça. Basta acessar o site: http://www.sobratt.org.br/

Para quem quer uma experiência de trabalhar para uma multinacional com um dos mercados mais crescentes no mundo a dica é se inscrever no site americano SFI.com. Lembrando que o site é inglês, mas você pode ter acesso ao conteúdo traduzido acessando pelo Google Chrome ou selecionando o idioma no final da página e fazendo sua inscrição no site: http://www.sfi1.biz/14924812 para fazer parte de minha equipe e receber suporte gratuito. Se preferir entre em contato pelo e-mail: mphaickel@gmail.com para maiores esclarecimentos. Terei o maior prazer em ter você em minha equipe de trabalho. Vamos começar?

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Sobre mphaickel

Professor e escritor, autor do romance "O Cinza da Solidão", na sua 3a. edição, publicado pela Thesaurus Editora.
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