Tempos de UFMA Itaqui Bacanga via Bar do Camarada

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Monografia apresentada no final do curso de Letras-Espanhol e que depois virou livro. Publicado pela AgBooks.com

Na minha época de Ufma, e aí lá se vão quase duas décadas, tínhamos como costume, ao sair mais cedo ou mesmo matar aulas, encontrar com os colegas no Bar do Amauri (também conhecido como o Bar do Camarada). Àquela época a turma curtia um jogo de sinuca em duplas e aí a coisa desenvolvia as parcerias e as gozações do tipo zoação entrava pela noite.

Digamos que essa era a versão esporte coletivo que tinha bastante adeptos, principalmente entre homens e mulheres que se juntavam em magote ou cambada pertencentes em sua maioria a AMAM (só quem pertenceu a AMAM sabe seu significado, que logicamente dividia com os amigos e no final o significado não era mais segredo para ninguém, né mesmo?).

Por outro lado, e no ambiente coletivo que era o Bar do Camarada (que diga-se de passagem também era mais que um pé-sujo e refúgio no bairro do Sá Viana, depois de atravessarmos a barragem Itaqui Bacanga e sair pelo portão dos fundos da Universidade.

Então, além das disciplinas cursadas: Sinuca 1; Sinuca e Caçapa 2; e Sinuca Clop-Clop 3, tinha para os mais tímidos ou mesmo individualistas o campeonato paralelo de Xadrez.

Aí a coisa pegava e era séria… a briga no tabuleiro era exaustiva mentalmente e consumia até a última gota de cachaça, vinho e cerveja que tinha para vender o Camarada. Suadeira e concentração por debaixo do amianto ou zinco da varanda, onde ficava a mesa de sinuca e as cadeiras dos desafiantes e desafiadores. O bicho pegava, tinha os que jogavam com relógio, onde a fila era maior, e os duelos memoráveis que se escoavam pelas tardes intermináveis no Sá Viana.

Peixe frito, cachaça e gente amiga reunida. Na época eramos estudantes de diversos cursos do outro lado do muro, na Ufma; a tarde voava e o vento soprava sonhosa em nossos ideais…

Hoje somos professores, advogados, médicos, filósofos, etc e já não mais nos encontramos assim com tanta frequência; a turma se formou, uns casou, outros já separou, casou de novo e de novo separou, tiveram filhos e filhas; a vida como sempre seguiu seu caminho, e no fundo só o tempo que é outro, parece até que atropela a realidade da paisagem a todo momento, mas isso deve ter algo de bom também…

Na ilustração acima minha monografia que depois virou livro e foi publicado pela AgBooks.com

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Sobre mphaickel

Professor e escritor, autor do romance "O Cinza da Solidão", na sua 3a. edição, publicado pela Thesaurus Editora.
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