Quem vai querer comprar bananas? Capítulo 7

capitulo7O amor é a esperança de nossas vidas! No amor vivemos, crescemos e morremos inúmeras vezes, como dizia o poeta Quintana: “é tão bom morrer de amor e continuar vivendo”, quando tem Amor na parada, Amor de verdade, viramos lenda, imortalizamos, ainda que brevemente, como a fênix, renovamos a alma. Sempre acredita-se no amor como forma de não se estar sozinho em tudo, sempre fora da ideia de partilha, ainda que o destino insista em atrapalhar seus planos.

Daniel vai pro segundo casamento. A primeira vez tal qual a primeira foi assim, meio que acontecendo em meio a tantas coisas, que quando parou já tinha sido. Do primeiro casamento, dois filhos. Da pulada de cerca: mais um. No caso da Yolanda, acabou engravidando e tendo o primeiro filho com pouco mais de 18. Fibra, raça, gana, não a deixou descansar e ela seguiu estudando, se formou, veio o segundo filho, a Aninha, não tardou a separação, a luta acirrou, ela continuou, muita perseverança e ajuda dos pais, menino na escola, corre daqui, dali, se forma, concurso, primeiro para temporário, mais luta, muita garra, trabalha, trabalha mais, estuda, vira noite, menino chorando, todo mundo reclamando, ai meu deus, me dê força, vai de lá, vai de cá, separa, volta, briga, luta pesada, vamos tentar mais uma vez, frustra, desilude, menino chora, família tenta de tudo, não dá certo, coração quebrado, tudo destruído, mesmo assim segue adiante, vai, menino cresce, o tempo passa, cicatriza, jura nunca mais amar alguém, o tempo passa, se apaixona de novo, não dá certo, segue trabalhando, agora passa no concurso para valer, caleja, aprende o jeito, vai adquirindo as manhas, sabe que não pode parar por aí, a filha vai e cresce, ex-marido desaparece, já nem é bom tocar no assunto. Deixa para lá… seja feliz… Ficou os filhos… sempre fica alguma coisa!

Já os dois se juntaram a pouco. Ela meio que com um pé atrás, ele que na eterna procura. Disposição foi virando apego, depois “xamego”: carinho, respeito, encantamento. Com as fases da luas vieram também o tempo natural de cada um. Os teus, os meus, os nossos cresciam juntos, corriam os dias, tudo voa, a uva passa, o carro passa, o tempo passa, então com eles, com os meus, com os teus, com os nossos o tempo todo, junto; os amigos se acostumam, incorporam-se todos à paisagem, tiram fotos, viajam, e mesmo assim de vez por outra ainda bate a insegurança, vão morar juntos na casa do pai, logo planejam, arriscam e lá vem de novo o destino a tramar mais uma.

Continua na próxima segunda-feira…(26-01)

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Sobre mphaickel

Professor e escritor, autor do romance "O Cinza da Solidão", na sua 3a. edição, publicado pela Thesaurus Editora.
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